sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sistema Urinário

O sistema urinário é composto pelas vias urinárias e pelos rins.


As vias urinárias compreendem os ureteres, a bexiga e a uretra. Os ureteres são tubos musculares que conduzem a urina dos rins à bexiga em jatos, através de contrações peristálticas. A bexiga, que pode reter até 600 ml de urina, é um órgão muscular, em forma de saco, que se expande à medida que a urina entra. A uretra é um tubo que se estende desde a bexiga ao meato urinário. Quando a bexiga está cheia, contrai-se, relaxando o esfíncter para o exterior, de modo que a urina sai. A urina é fabricada pelos rins, dois órgãos em forma de feijão, constituídos por três regiões distintas: uma camada exterior com aspeto granuloso - córtex; uma camada interna estriada radialmente - medula, que apresenta massas cónicas (as pirâmides de Malpighi); e uma cavidade para onde é enviada a urina - bacinete.


No córtex do rim existem mais de um milhão de pequenos tubos - nefrídios ou tubos uriníferos, aos quais está associada uma intensa rede de vasos sanguíneos. Cada tubo urinífero é constituído por:

  • cápsula de Bowman, que contém um aglomerado de capilares sanguíneos (o glomérulo de Malpighi - conjunto de capilares proveniente da arteríola aferente), chamando-se corpúsculo de Malpighi ao conjunto constituído por cápsula/glomérulo;
  • tubo contornado proximal, sinuoso e envolvido por uma densa rede de capilares;
  • ansa de Henle, em forma de U;
  • tubo contornado distal, sinuoso, envolvido por uma densa rede de capilares, que termina no tubo coletor.

A formação da urina requer o movimento de moléculas entre os capilares, formados a partir da arteríola eferente que sai da cápsula de Bowman, e o nefrídio. O sangue entra na arteríola aferente, passando daí ao glomérulo. Pequenas moléculas movem-se do glomérulo para o interior das finas paredes da cápsula de Bowman. Este é o processo de filtração, pois as moléculas maiores e outros elementos do sangue não passam. Assim, o sangue que entra no glomérulo está dividido em duas porções: os componentes filtráveis - água, resíduos, pequenos nutrientes, sais; e os componentes não filtráveis - proteínas e outros elementos. Os elementos filtráveis formam o filtrado glomerular que contém pequenas moléculas dissolvidas, numa concentração semelhante à do plasma. O filtrado fica no interior da cápsula de Bowman e os componentes não filtráveis deixam o glomérulo pela arteríola eferente. A composição do filtrado altera-se à medida que passa pelo restante tubo urinífero, pois dá-se a reabsorção de substâncias deste tubo para o sangue, uma vez que as células que revestem este tubo têm numerosas microvilosidades, o que aumenta a superfície de absorção. Há componentes que são reabsorvidos - água, nutrientes, sais essenciais -, mas também há componentes que não são reabsorvidos - alguma quantidade de água, resíduos, sais em excesso. A contrapor a esta reabsorção, há secreção de substâncias, dos capilares para o tubo urinífero, que vão fazer parte da urina - ácido úrico, creatinina, iões H+, amónia, resíduos de medicamentos, aditivos alimentares, entre outros. Depois, a urina passa ao tubo coletor, bacinete e uréter.



Sistema Esquelético

É o conjunto de elementos que constitui a estrutura do corpo humano. Pesa entre 3 e 10 quilogramas e compreende 206 ossos. Além de suporte, os ossos também têm a função de proteger os órgãos humanos. Por exemplo, o crânio defende o cérebro e a caixa torácica protege os pulmões e o coração.


A medula, no interior de alguns ossos, produz glóbulos vermelhos que transportam o oxigénio e os nutrientes através do organismo, enquanto no interior de outros ossos, a medula produz leucócitos que destroem as bactérias nocivas. Quando lesionados, os ossos têm a capacidade de se auto-repararem, sem deixarem cicatriz.


A primeira parte do osso (parte externa) é fina e branca - periósteo -, está cheia de nervos e vasos sanguíneos e tem por função abastecer as células que formam o osso duro imediatamente abaixo do periósteo. A seguir atinge-se a parte densa e rígida do osso -osso compacto -com forma de cilindro. É constituída por milhares de pequenos alvéolos e canais sulcados por nervos e vasos sanguíneos, que fornecem ao osso o oxigénio e os nutrientes essenciais. Esta camada é elaborada à base de cálcio e de outros minerais. Dentro desta massa cilíndrica encontram-se umas espículas esponjosas e uma massa central gelatinosa - medula óssea - que produz leucócitos para o combate às infeções, eritrócitos para o transporte do oxigénio, e plaquetas sanguíneas para a coagulação.


As três camadas de osso - periósteo, osso compacto e medula óssea - encontram-se em permanente interação, com sinais nervosos e fluxos de sangue correndo entre si.
Quando se fratura um osso, as fibras nervosas dos canais da estrutura óssea que ficam lesionadas enviam mensagens ao periósteo, que, por sua vez, as transmite aos centros de dor no cérebro. Se as arestas, nas bordas do osso partido, rasgam o próprio periósteo, a vítima sente dores agudas.


O esqueleto humano masculino é diferente do esqueleto humano feminino, uma vez que o segundo apresenta a pelve mais larga e uma grande abertura redonda ao centro, enquanto o primeiro tem uma abertura menor e tem forma de coração. Também o esterno da mulher tem características diferentes do esterno do homem, pois é mais largo e curto, assim como o crânio, que tem contornos mais suaves e os ossos do pulso, que são mais estreitos. O maxilar também é menor, assim como a maior parte dos outros ossos.


O crânio, a coluna vertebral e a caixa torácica possuem 80 dos 206 ossos do corpo humano, e constituem o esqueleto axial. Os restantes 126 ossos compõem os esqueletos apendicular e visceral. O esqueleto apendicular inclui os ombros, os braços, as mãos, as ancas, as pernas e os pés.


No estado adulto, o crânio compreende 28 ossos fundidos entre eles protegendo o encéfalo, os olhos, o nariz e os ouvidos. Na base do crânio existe uma abertura da qual emerge a parte superior da espinal medula.


A coluna vertebral tem 33 ossos, 24 dos quais formam as vértebras cervicais (7), vértebras torácicas ou dorsais (12) e vértebras lombares (5). O sacro, formado por cinco vértebras soldadas e o cóccix, formado por quatro vértebras, constituem parte da pelve.


As omoplatas, ossos grandes e planos que sobressaem na parte superior das costas, são mantidos em posição por ossos longos e encurvados, denominados clavículas. Os braços estão ligados às omoplatas por articulações de esfera e encaixe. A parte superior do braço é constituída por um osso forte e comprido - úmero. A parte inferior é constituída por dois ossos mais delgados - rádio e cúbito, ligados ao punho e à mão. No punho há oito pequenos ossos unidos - ossos do carpo, e na mão há os cinco ossos cilíndricos do metacarpo, estendendo-se do punho até aos nós dos dedos, onde encaixam os 14 ossos dos dedos, falanges, articuláveis e flexíveis. Os ossos da anca, da coxa e do joelho são muito fortes e pesados. Nas ancas, dois ossos grandes constituem a pelve ou pélvis, estrutura em forma de bacia. No seu extremo inferior existem duas grandes concavidades, nas quais se vão articular as extremidades superiores dos fémures. Estes, por sua vez, encaixam nas articulações dos joelhos, que ligam a zona média do corpo aos ossos das pernas e aos pés.


Os membros inferiores, que suportam cinco vezes o peso total do corpo, são constituídos pelos ossos da perna - tíbia e perónio - os quais se ligam ao tarso pelo astrágalo proporcionando a articulação entre perna e o pé. Este é constituído por um conjunto de ossos - tarso, metatarso e falanges - ossos esses pouco duros e fáceis de quebrar.


Dada a rigidez dos ossos, é notável a flexibilidade do nosso corpo. A razão por que nos movimentamos tão facilmente é que os nossos ossos estão ligados entre si por juntas - articulações - que permitem que os músculos confiram ao esqueleto milhares de posições diferentes. Existem diversas categorias de articulações, por exemplo, as que não possuem qualquer movimento (a rigidez é o objetivo), como o crânio; as que se movem limitadamente, como o caso dos ossos púbicos da pelve; e as do tipo mais generalizado, que se movem livremente, com as das mãos. O que determina a amplitude de movimento da articulação é a forma dos ossos, o grau de tensão dos ligamentos e os músculos que a rodeiam. Assim, as articulações podem ser classificadas em:

  • articulação em charneira - designadamente a dos cotovelos e dos joelhos, que permite o movimento numa só direção, como a dobradiça de uma porta;
  • articulação em sela - como é o caso da articulação do pulso e do polegar, a qual permite o movimento em dois planos perpendiculares entre si;
  • articulação plana - como nos dedos e no tornozelo, onde apenas há deslizamento;
  • articulação esférica - como na anca e no ombro, onde não há uma flexibilidade tão grande mas o seu encaixe profundo diminui o risco de deslocação.
A mobilidade das articulações deve-se ao facto de as extremidades dos ossos estarem revestidas por cartilagem lisa e o espaço que medeia entre as articulações conter um líquido lubrificante - líquido sinovial. Algumas ainda possuem nesse espaço discos planos de cartilagem - meniscos -, que atuam como amortecedores de choques.



Sistema Nervoso Parassimpático


O sistema nervoso parassimpático forma, juntamente com o sistema nervoso simpático, o sistema nervoso autónomo. 

O sistema nervoso autónomo é o responsável pela manutenção do equilíbrio fisiológico e homeostasia do meio interno, já que é a ele que compete a regulação da atividade - involuntária e inconsciente - da maior parte das glândulas e órgãos que compõem o corpo humano. 

Este sistema é regulado pelo centro nervoso denominado de hipotálamo, situado na zona da base do cérebro, sendo que a informação proveniente deste posto de controlo é conduzida através do tronco cerebral até à medula espinal, situada no interior da coluna vertebral. Desta saem vários nervos, que se dirigem a uma enorme diversidade de órgãos e tecidos, conduzindo informações que regulam a sua atividade. 

O sistema nervoso parassimpático e simpático atuam de um modo não simultâneo e, de certo modo, oposto, já que o tipo de funções que é estimulado ou ativado por um deles é, concomitantemente, inibido pelo outro, assegurando assim um total controlo do funcionamento dessa estrutura biológica. 

O sistema nervoso parassimpático atua assim em oposição ao sistema nervoso simpático, o qual é ativado em situações de excitação, stress, perigo ou em que é necessário um rápido e grande dispêndio energético. 

Praticamente todos os órgãos internos se apresentam inervados por fibras nervosas constituintes do sistema nervoso parassimpático, sendo extremamente diversificados os efeitos desencadeados pela sua entrada em ação. Como exemplos da sua atividade, pode-se mencionar o aumento da produção de lágrimas nas glândulas lacrimais, contração da pupila, produção de saliva clara e abundante (aumento da concentração de enzimas digestivas na boca e da capacidade de deglutição), constrição dos brônquios e traqueia (diminuição da velocidade das trocas gasosas), bradicardia (abrandamento do ritmo cardíaco), armazenamento de glicogénio no fígado (aumento das reservas energéticas), secreção pancreática de insulina (diminuição da concentração de glicose circulante), aceleração dos processos digestivos e dos movimentos peristálticos (maior absorção de nutrientes), relaxamentos dos esfincteres da bexiga e a estimulação dos órgãos sexuais.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sistema Tegumentar


Sistema tegumentar é o sistema de proteção do esqueleto dos seres vivos e engloba a pele, pêlos, unhas e glândulas. Ele é composto por camadas como derme e epiderme (parte mais externa). Reveste todos os órgãos vivos e constitui barreira de proteção contra a entrada de vírus no ser vivo.

Funções

  • Revestimento:
    • Pelos - Pelos AO 1990 são apêndices filiformes e coniformes da pele dos mamíferos. No homem possui a função de proteção da luz solar direta e diminuir a fricção nas axilas e partes íntimas.[1]
  • Proteção:
    • Queratina (impermeabilizante) 
    • Queratina (do grego kéras que significa chifre) ou ceratina é uma proteína sintetizada por muitos animais para formar diversas estruturas do corpo.

  • Secreção:
    • Gordura (glândulas sebáceas)


Derme
A derme, localizada imediatamente sob a epiderme, é um tecido conjuntivo que contém fibras protéicas, vasos sangüíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As principais células da derme são os fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa, a substância amorfa na qual os elementos dérmicos estão mergulhados.

  • Camadas:
    • Papilar
    • Reticular

Epiderme

  • Anexos da epiderme:
    • Dentes 
    • Unhas
    • Pêlos

A epiderme penetra na derme e origina os folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. Na derme encontramos ainda: músculo eretor de pêlo, fibras elásticas (elasticidade), fibras colágenas (resistência), vasos sanguíneos e nervos.

  • Camadas
    • Basal
    • Espinhosa
    • Granulosa
    • Lúcida
    • Córnea

Tecido subcutâneo
Sob a pele, há uma camada de tecido conjuntivo frouxo, o tecido subcutâneo, rico em fibras e em células que armazenam gordura (células adiposas ou adipócitos). A camada subcutânea, denominada hipoderme, atua como reserva energética, proteção contra choques mecânicos e isolante térmico.

Unhas e pêlos
Unhas e pêlos são constituídos por células epidérmicas queratinizadas, mortas e compactadas. Na base da unha ou do pêlo há células que se multiplicam constantemente, empurrando as células mais velhas para cima. Estas, ao acumular queratina, morrem e se compactam, originando a unha ou o pêlo. Cada pêlo está ligado a um pequeno músculo eretor, que permite sua movimentação, e a uma ou mais glândulas sebáceas, que se encarregam de sua lubrificação.

Sistema Nervoso

O sistema nervoso é o conjunto de nervos, gânglios e centros nervosos que asseguram o comando e a coordenação das funções vitais além da receção das mensagens sensoriais. É constituído pelo sistema nervoso central, que inclui o encéfalo e a espinal medula, e pelo sistema nervoso periférico, que inclui o sistema somático e o sistema autónomo. O sistema nervoso somático é composto pelos nervos sensoriais, que mantêm o corpo em contacto com o mundo exterior, e pelos nervos que comandam as reações do corpo a esse mundo exterior. O sistema nervoso autónomo controla o funcionamento interno do organismo - a respiração, o ritmo cardíaco e outras atividades fisiológicas -, além de determinadas reações físicas relacionadas com emoções.

No sistema nervoso central, a espinal medula é a parte do eixo cerebroespinal com aspeto de cordão branco, subcilíndrico, que apresenta dois sulcos profundos, um anterior e um posterior, e alguns sulcos laterais. Encontra-se alojada no canal raquidiano da coluna vertebral. O encéfalo é composto por cérebro, cerebelo e tronco cerebral (ou bolbo raquidiano). 


A inteligência, a capacidade de aprender e de julgar, residem nas duas metades - hemisférios - que constituem o cérebro. Este ocupa inteiramente a parte superior do crânio. 


O cerebelo tem 1/8 do volume do cérebro e as suas funções principais são a manutenção do equilíbrio e a coordenação da atividade muscular. 


O tronco cerebral inclui o tálamo e o hipotálamo, que regulam as sensações de fome sede, sono e comportamento sexual; o mesencéfalo é a ponte, que transferem impulsos de um local para outro do encéfalo; é a medula, que comanda a respiração, a pressão sanguínea, os batimentos do coração, entre outras atividades vitais. Para um bom funcionamento, o encéfalo requer um ambiente controlado e imutável. Se as quantidades de substâncias químicas de que necessita não forem constantes, ou se for exposto a substâncias estranhas, o encéfalo começa a funcionar anormalmente, com consequências imprevisíveis. Como a corrente sanguínea transporta um certo número de substâncias potencialmente nocivas ao encéfalo, o contacto com estas de certeza provocaria estragos. No entanto, este órgão é diferente de todos os outros, pois está dotado de um sistema de proteção especial, denominado barreira hemato-encefálica. Esta proteção impede as substâncias químicas, formadas por grandes moléculas, de passarem do sangue para o encéfalo. Tal deve-se ao facto de os vasos sanguíneos de menor diâmetro, que no resto do corpo são porosos, não o serem no encéfalo, pois as células destes estão fortemente ligadas entre si. No entanto, as substâncias formadas por moléculas de pequenas dimensões, como o oxigénio, o álcool etílico, a maioria dos anestésicos, transpõem facilmente a barreira. É deste modo que o encéfalo recebe oxigénio e é também esta a razão pela qual uma pessoa se embriaga ou é anestesiada.


Cerca de 10% das células do sistema nervoso são neurónios, os quais, por ação de estímulos, dão origem a impulsos elétricos transmitidos, de neurónio em neurónio, através das sinapses. Quando uma parte do encéfalo envia uma mensagem, utiliza dois tipos de energia - a elétrica e a química. A eletricidade transporta a mensagem dentro das células nervosas. Estas passam a mensagem de uma célula para outra, não por contacto, já que entre as células existe um intervalo ou sinapse, mas através de uma substância química designada neurotransmissor, que surge na extremidade da célula assim que a mensagem se aproxima da sinapse. A energia elétrica, que até aí fizera mover a mensagem, é cortada e esta é transportada pelo neurotransmissor através do canal, até à próxima célula do percurso. Aí, a eletricidade surge de novo, repetindo-se o processo, até a mensagem atingir o destino. Uma mensagem, ou melhor, um impulso nervoso, leva de um a três milésimos de segundo a fazer a travessia química. Este transporte é mais lento que a transmissão elétrica, mas é acelerado se tomarmos uma chávena de café, uma vez que a cafeína ativa o processo. 


Há cerca de 30 neurotransmissores diferentes, produzidos por diferentes partes do encéfalo.As células nervosas que possuímos já estão presentes no nosso corpo quando nascemos, pelo que, se uma morre não é substituída. No entanto, as células nervosas estão em número tão elevado que cada pessoa possui o suficiente para uma vida inteira. Embora o corpo da célula não possa ser substituído, algumas ramificações podem regenerar-se. Existem curto-circuitos, na espinal medula, que processam sinais sem esperar instruções do cérebro. O movimento súbito e brusco da perna aquando da martelada no joelho é um desses reflexos. A percussão no tendão do joelho origina um sinal que é enviado ao cérebro. Este, quando chega à espinal medula, é intercetado. É então enviado um sinal, ao músculo da perna, sinal esse que origina a contração do músculo e consequente movimento da perna. Este é um teste que se realiza para testar a ligação correta à medula. A este curto-circuito dá-se o nome de arco-reflexo.


Cada metade do cérebro é especialmente dotada para determinadas funções. O hemisfério direito comanda o lado esquerdo do corpo e vice-versa. Além disso, o hemisfério esquerdo é especializado na linguagem, matemática e pensamento, enquanto o hemisfério direito é especializado na perceção do espaço, na apreciação da música, das artes, no pensamento intuitivo e na criatividade. De um modo geral, cada hemisfério tem um estilo próprio - o esquerdo tende a ser racional, lógico e analítico e o direito tende a ser emocional, intuitivo e generalizado.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sistema Circulatório


O sistema circulatório e o sistema respiratório estão intimamente ligados, uma vez que é o sangue que transporta o oxigénio a todas as partes do corpo humano onde ele é necessário.O sistema circulatório é constituído por um órgão impulsionador - coração - e por vasos sanguíneos que transportam o sangue.
Os vasos sanguíneos estão distribuídos de tal modo que, continuamente, levam o sangue do coração aos tecidos, voltando, em seguida, ao coração. Há três tipos de vasos - artérias e arteríolas - que levam o sangue para fora do coração; - capilares - que trocam materiais com os tecidos; - vénulas e veias - que trazem o sangue de volta ao coração.O coração é um órgão musculoso com o tamanho aproximado de uma mão fechada. Está localizado entre os pulmões e tem a parte inferior virada para a esquerda. A maior parte do coração é constituída por tecido muscular cardíaco - miocárdio. Externamente o coração está revestido por uma membrana - pericárdio - composta por uma fina camada de células, a qual forma um saco que contém uma pequena quantidade de líquido cuja finalidade é a lubrificação do próprio coração. Internamente o coração está separado, pelo septo, em duas partes - esquerda e direita -, contendo, cada parte, duas cavidades; uma superior - a aurícula - e uma inferior - o ventrículo.Para bombear todo o sangue necessário à circulação sanguínea, os músculos cardíacos têm de se contrair - sístole - e de se relaxar - diástole - ritmadamente. Estes batimentos do coração ocorrem, normalmente, 70 vezes por minuto.
O sistema cardiovascular inclui dois circuitos:
- o pulmonar, que se inicia no ventrículo direito e impulsiona o sangue venoso, para a artéria pulmonar, na direção dos pulmões, local onde se dá a hematose. Depois, o sangue arterial regressa ao coração, pelas veias pulmonares, entrando pela aurícula esquerda.
- o sistémico, que se inicia no ventrículo esquerdo, impulsiona o sangue para a artéria aorta e, através de várias ramificações, conduz o sangue para todo o corpo. Depois, o sangue, vindo da veia cava superior, que recolhe o sangue da cabeça, dos braços e do peito, e da veia cava inferior, que recolhe o sangue do resto do corpo, entra no coração, através da aurícula direita.
As artérias coronárias, que irrigam o próprio músculo cardíaco, saem da artéria aorta e circundam a parte externa do coração, ramificando-se em arteríolas e estas, por sua vez, em capilares. Esta rede de capilares coronários junta-se dando origem a vénulas, as quais convergem, formando as veias cardíacas, que levam o sangue à aurícula direita.
A pressão arterial - pressão que o sangue exerce contra as paredes das artérias - num adulto apresenta, normalmente, valores de 120 mm Hg e de 80 mm Hg para a pressão sistólica e diastólica respetivamente.

Sistema Respiratório



A respiração é o conjunto das trocas gasosas que ocorrem entre o ar e o sangue (oxigénio por dióxido de carbono), ao nível dos pulmões. Esta dá-se porque as células necessitam de oxigénio para os processos de oxidação que nelas tem lugar. É através deste processo que as células conseguem a energia necessária para a manutenção da vida. O oxigénio é transportado pelas hemácias, que têm a propriedade de fixar o oxigénio, para próximo das células. Aí dá-se a troca gasosa ficando as células com oxigénio. O dióxido de carbono é transportado, pelo sangue, para os pulmões, local onde se dá nova troca gasosa, libertando-se, agora, o gás carbónico, e entrando, para a circulação sanguínea, o oxigénio.A ventilação pulmonar é assegurada por fenómenos mecânicos. Os movimentos de contração e expansão da caixa torácica provocam variações de pressão no interior dos pulmões, compensadas pela entrada de ar - inspiração - ou pela saída de ar - expiração. A inspiração é inteiramente ativa, muscular, devida, essencialmente, ao diafragma e aos outros músculos inspiratórios, cuja contração aumenta o volume da caixa torácica. Já a expiração, uma vez que é calma e passiva, é devida à elasticidade do tecido pulmonar e da parede torácica.

O sistema respiratório é constituído pela cavidade nasal que filtra, aquece e humedece o ar; pela nasofaringe, por onde o ar passa para a garganta; pela glote; pela laringe onde se dá a produção de sons; pela traqueia, pelos brônquios; pelos bronquíolos e pelos alvéolos, que são sacos aéreos onde se realizam as trocas gasosoas.

Os alvéolos são constituídos por uma única camada de células, rodeada por uma rede de capilares. Já que nem a parede dos alvéolos nem a dos capilares oferece resistência à passagem de gases, estes difundem-se entre o ar alveolar e o sangue pulmonar. O ar atmosférico contém pouco dióxido de carbono mas o sangue está saturado deste gás, pelo que o dióxido de carbono se difunde do sangue para os alvéolos. Por outro lado, o sangue que chega aos capilares pulmonares está desoxigenado e o ar alveolar está saturado de oxigénio, pelo que este gás se difunde para os capilares. A esta troca gasosa dá-se o nome de hematose pulmonar.